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Quem aprende inglês no Brasil costuma encontrar algumas “pegadinhas” que parecem simples, mas geram muita confusão na prática. Em muitos casos, o problema acontece porque tentamos traduzir tudo ao pé da letra ou porque certas palavras se parecem com o português, mas possuem significados completamente diferentes.
Esses erros são muito comuns e fazem parte do processo de aprendizagem. A boa notícia é que, quando você entende a lógica por trás dessas estruturas, o inglês começa a ficar muito mais claro e natural. Além disso, conhecer essas pegadinhas ajuda bastante no speaking, no listening e até na confiança para conversar.
Falsos cognatos: palavras parecidas que enganam
Os falsos cognatos estão entre os erros mais comuns de brasileiros. Essas palavras parecem ter o mesmo significado do português, mas na verdade querem dizer outra coisa.
Um dos exemplos mais conhecidos é:
“Actually”
Na verdade: “na verdade”, “realmente”
Não significa “atualmente”.
Por exemplo:
“I actually liked the movie.”
“Na verdade, eu gostei do filme.”
Já “atualmente” em inglês costuma ser:
“Currently” ou “Nowadays”.
Outro falso cognato muito comum é:
“Pretend”
Significa “fingir”
Não significa “pretender”.
Veja o exemplo:
“He pretended to be sick.”
“Ele fingiu estar doente.”
Já “pretender” no sentido de “ter intenção” normalmente vira:
“I intend to travel next year.”
“Eu pretendo viajar no próximo ano.”
Essas palavras confundem porque o cérebro tenta fazer associações automáticas com o português.
Verbos parecidos que possuem funções diferentes
Outra pegadinha muito comum envolve verbos que parecem semelhantes, mas são usados em situações específicas.
Um exemplo clássico é:
“Say” e “tell”.
“Say” normalmente foca na informação dita:
“She said she was tired.”
“Ela disse que estava cansada.”
Já “tell” costuma envolver alguém recebendo a informação:
“He told me the truth.”
“Ele me contou a verdade.”
Outro caso muito comum é:
“Remember” e “remind”.
“I remembered the meeting.”
“Eu lembrei da reunião.”
“My friend reminded me about the meeting.”
“Meu amigo me lembrou da reunião.”
Nesse caso, “remember” significa lembrar sozinho, enquanto “remind” envolve alguém ajudando outra pessoa a recordar algo.
Traduções literais causam muitos erros
Muitos brasileiros tentam construir frases em inglês exatamente como fariam em português. Esse hábito gera estruturas estranhas e dificulta a comunicação.
Por exemplo, muita gente fala:
“I have 30 years.”
Mas o correto é:
“I am 30 years old.”
“Eu tenho 30 anos.”
Outro erro comum acontece com calor e frio:
“I am with hot.”
Forma incorreta.
O correto seria:
“I am hot.”
“Estou com calor.”
Em inglês, várias estruturas funcionam de maneira diferente do português. Por isso, aprender frases completas dentro de contexto costuma trazer resultados melhores do que traduzir palavra por palavra.
Além disso, esse tipo de prática ajuda o cérebro a reconhecer padrões naturais do idioma.
Como evitar essas pegadinhas no dia a dia
O melhor caminho para evitar esses erros é aumentar seu contato com o inglês real e praticar estruturas em contexto.
Quando você aprende frases completas, o cérebro começa a entender como os nativos realmente usam o idioma. Dessa forma, fica muito mais fácil identificar padrões e evitar traduções automáticas.
Também vale a pena revisar frequentemente expressões comuns do cotidiano. A repetição inteligente ajuda bastante na memorização e reduz a chance de cometer os mesmos erros repetidamente.
Outro ponto importante é não ter medo de errar. Muitas dessas pegadinhas fazem parte da rotina de praticamente todo estudante de inglês. Com prática constante e contato frequente com o idioma, essas estruturas começam a ficar naturais.
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